• Equipe CUG

E se a gente estimasse os custos de construção como a NASA estima os custos dos projetos espaciais?

Atualizado: 24 de Out de 2018


Satélite Tess lançado em abril de 2018 cuja missão é encontrar novos exoplanetas e, quem sabe, um local habitável para os seres humanos.

Você já deve ter passado pela situação de cogitar construir algo e desejar saber quanto a obra custaria quando isso era ainda uma suposição. Você não está sozinho, todo mundo passa por isso. Seja uma família que planeja a construção da própria casa, seja um empreendedor que faz negócios imobiliários ou uma prefeitura que precisa de um edifício institucional, como uma escola ou um hospital. Mas o que todos eles vão ouvir é que para ter uma estimativa precisa é necessário ter um projeto detalhado porque, com exceção dos projetos padronizados, as edificações são únicas e são muitas as variáveis que influenciam no custo de construção. Mas para ter um projeto detalhado é necessário investir tempo e dinheiro.


Sabe quem passa por um problema igual? A NASA. Os projetos espaciais são ainda mais singulares que os projetos de edificação e as variáveis são inúmeras. Não existe projeto espacial padronizado. Quando cogita-se um novo projeto espacial é necessário estimar os seus custos para tomar a decisão de desenvolve-lo ou não. Mas para saber os custos precisam desenvolver o projeto. Acho que já vimos esse filme!



O problema é o mesmo, mas a solução é bem diferente. Na construção civil o recurso utilizado na fase de concepção dos projeto é a estimativa por analogia com experiências prévias. Tal experiência, no entanto, é normalmente acessada de forma não sistematizada, muitas vezes apoiada no conhecimento tácito das equipes de engenharia. Apesar de ágil, a estimativa por analogia é pouco precisa. A NASA utiliza e recomenda os modelos paramétricos probabilísticos para estimar os custos nessa fase. Ela aponta que uma das forças da metodologia é a substituição dos “achismos” por reais observações. Por resultar estimativas precisas e ágeis, os modelos paramétricos probabilísticos possibilitam as análise de "what if" (e se), comparando os custos e benefícios de diversos cenários em busca da melhor solução para o projeto. Como nem tudo são flores, as fraquezas do método, segundo a NASA são a dificuldade de entendimento da estatística associada a modelagem, além dos altos custos e tempo de desenvolvimento dos modelos de cálculo.


Se você quiser saber mais confira a publicação NASA Cost Estimating Handbook que já está disponível na nossa biblioteca. No capítulo 2.2 são analisados os diversos métodos de estimativa e sua adequação à cada fase do ciclo de vida dos projetos (em inglês).


A Calculadora CUG traz para a construção civil os modelos probabilísticos preconizados pela NASA de forma simples e acessível. Ela utiliza o tratamento estatístico para identificar os parâmetros populacionais das variáveis explicativas do custo, evitando a memória seletiva inerente ao conhecimento tácito. Por outro lado, permite a identificação de outliers e o saneamento da amostra, evitando que situações de exceção sejam tratadas como regra. O tratamento estatístico do histórico de obras de uma construtora transforma seu dados em inteligência, resultando algoritmos capazes de entregar estimativas precisas e fundamentadas, com alto grau de confiabilidade.


Assine nosso blog para acompanhar as novidades.



0 visualização